D.Pedro I: imperador do Brasil durante o Primeiro Reinado
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
O reinado de D.Pedro I
Introdução
O Primeiro Reinado é a fase da História do Brasil que corresponde ao governo de D. Pedro I. Tem início em 7 de setembro de 1822, com a Independência do Brasil e termina em 7 de abril de 1831, com a abdicação de D. Pedro I.
O governo de D. Pedro I enfrentou muitas dificuldades para consolidar a independência, pois no Primeiro Reinado ocorrem muitas revoltas regionais, oposições políticas internas.
Reações ao processo de Independência
Em algumas províncias do Norte e Nordeste do Brasil, militares e políticos, ligados a Portugal, não queriam reconhecer o novo governo de D. Pedro I. Nestas regiões ocorreram muitos protestos e reações políticas. Nas províncias do Grão-Pará, Maranhão, Piauí e Bahia ocorreram conflitos armados entre tropas locais e oficiais.
Constituição de 1824
Em 1823, durante a elaboração da primeira Constituição brasileira, os políticos tentaram limitar os poderes do imperador. Foi uma reação política a forma autoritária de governar do imperador. Neste mesmo ano, o imperador, insatisfeito com a Assembleia Constituinte, ordenou que as forças armadas fechassem a Assembleia. Alguns deputados foram presos.
D.Pedro I escolheu dez pessoas de sua confiança para elaborar a nova Constituição. Esta foi outorgada em 25 de março de 1824 e apresentou todos os interesses autoritários do imperador. Além de definir os três poderes (legislativo, executivo e judiciário), criou o poder Moderador, exclusivo do imperador, que lhe concedia diversos poderes políticos.
A Constituição de 1824 também definiu leis para o processo eleitoral no país. De acordo com ela, só poderiam votar os grandes proprietários de terras, do sexo masculino e com mais de 25 anos. Para ser candidato também era necessário comprovar alta renda (400.000 réis por ano para deputado federal e 800.000 réis para senador).
Guerra da Cisplatina
Este foi outro fato que contribuiu para aumentar o descontentamento e a oposição ao governo de D.Pedro I. Entre 1825 e 1828, o Brasil se envolveu na Guerra da Cisplatina, conflito pelo qual esta província brasileira (atual Uruguai) reivindicava a independência. A guerra gerou muitas mortes e gastos financeiros para o império. Derrotado, o Brasil teve que reconhecer a independência da Cisplatina que passou a se chamar República Oriental do Uruguai.
Confederação do Equador
As províncias de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará formaram, em 1824 a Confederação do Equador. Era a tentativa de criar um estado independente e autônomo do governo central. A insatisfação popular com as condições sociais do país e o descontentamento político da classe média e fazendeiros da região com o autoritarismo de D.Pedro I foram as principais causas deste movimento.
Em 1824, Manuel de Carvalho Pais de Andrade tornou-se líder do movimento separatista e declarou guerra ao governo imperial.
O governo central reagiu rapidamente e com todos as forças contra as províncias separatistas. Muitos revoltosos foram presos, sendo que dezenove foram condenados a morte. A confederação foi desfeita, porém a insatisfação com o governo de D.Pedro I só aumentou.
Desgaste e crise do governo de D.Pedro I
Nove anos após a Independência do Brasil, a governo de D.Pedro I estava extremamente desgastado. O descontentamento popular com a situação social do país era grande. O autoritarismo do imperador deixava grande parte da elite política descontente. A derrota na Guerra da Cisplatina só gerou prejuízos financeiros e sofrimento para as famílias dos soldados mortos. Além disso, as revoltas e movimentos sociais de oposição foram desgastando, aos poucos, o governo imperial.
Outro fato que pesou contra o imperador foi o assassinato do jornalista Libero Badaró. Forte crítico do governo imperial, Badaró foi assassinado no final de 1830. A polícia não encontrou o assassino, porém a desconfiança popular caiu sobre homens ligados ao governo imperial.
Em março de 1831, após retornar de Minas Gerais, D.Pedro I foi recebido no Rio de Janeiro com atos de protestos de opositores. Alguns mais exaltados chegaram a jogar garrafas no imperador, conflito que ficou conhecido como “A Noite das Garrafadas”. Os comerciantes portugueses, que apoiavam D.Pedro I entraram em conflitos de rua com os opositores.
Abdicação
Sentindo a forte oposição ao seu governo e o crescente descontentamento popular, D.Pedro percebeu que não tinha mais autoridade e forças políticas para se manter no poder.
Em 7 de abril de 1831, D.Pedro I abdicou em favor de seu filho Pedro de Alcântara, então com apenas 5 anos de idade. Logo ao deixar o poder viajou para a Europa.
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Curiosidades da independência
– Você sabia que os primeiros países a reconheceram a Independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México? Já Portugal, cheio de rancor, exigiu o pagamento de uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a Independência de nosso país.
– Pedro Américo pintou o quadro mais famoso sobre a Independência do Brasil, intitulado “Independência ou Morte”. A curiosidade é que a obra foi feita apenas em 1888, mais de 60 anos após a Proclamação da Independência, e o artista ainda nem era nascido em 1822. O quadro, pintado em Florença, na Itália, foi uma encomenda da Corte e é, até hoje, motivo de muitas dúvidas pelos elementos que apresenta.
– No quadro de Pedro Américo, D. Pedro I, assim como todos os seus soldados, aparecem montados em cavalos. Porém, naquela época, as viagens eram feitas utilizando mulas e jumentos como meio de transporte. Além disso, a comissão de D. Pedro I era formada por pouquíssimos soldados, principalmente porque ele estava voltando de uma viagem que fez até a casa da marquesa de Santos, sua amante, então não faria sentido ser acompanhado por toda uma tropa.
– A história oficial e o hino nacional relatam que o grito de Independência foi dado às margens do rio Ipiranga, mas há controvérsias. Segundo historiadores, na verdade, D. Pedro I proclamou a Independência no alto de uma colina, próxima ao riacho, onde se recuperava de um mal-estar intestinal.
Hino da Independência
Hino da Independência - Letra
Já podeis,
da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo juvenil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Brava gente brasileira! Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Já podeis,
da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo juvenil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Brava gente brasileira! Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
O processo de emancipação política do Brasil
No final do século XVIII, as restrições econômicas de Portugal ao Brasil chegaram ao seu ponto máximo, ao mesmo tempo em que as idéias liberais difundiam-se pelo país. A Inconfidência ( ou Conjuração) Mineira seria o primeiro movimento a manifestar claramente a intenção de romper com Portugal. Alguns anos depois eclodiria a Conjuração Baiana ( também chamada de Inconfidência Baiana), movimento com características acentuadamente populares. Em 1817 ocorreria em Pernambuco a chamada Insurreição Pernabucana, a maior rebelião colonial pela independência.
- Causa da ruptura do sistema colonial: o aparecimento do capitalismo industrial na Europa, a parti de meados do século XVIII, foi a causa profunda que determinou a cria do sistema colonial. Isso porque o capitalismo industrial não se acomodava com as barreiras do regime de monopólio, nem como o regime de trabalho escravista. Assim, com o progresso desse capitalismo, os impérios coloniais ibéricos (Espanha e Portugal) estavam definitivamente condenados.
- A vida da família real para o Brasil: devido à invasão franco-espanhola ao território português, em 1807, a família real foi obrigada a abandona Portugal, transferindo a sede do Reino para o Brasil. Napoleão alio-se à Espanha para invadir Portugal porque D. João recusava-se a participar do Bloqueio Continental contra a Inglaterra.
- A abertura dos portos e outras medidas D. João:cedendo ás pressões inglesas. D.João decretou, em 1808, a abertura dos portos brasileiros às naões amigas. Assim, o monopólio do comércio colonial ficava extinto, exceto para alguns poucos produtos como o sal e o pau-brasil. A grande beneficiária dessa medida foi a Inglaterra que, obtendo junto ao Governo português vantagens alfandegárias pra a importação de seus produtos (Tratado de 1810), passou a ser a maior fornecedora de produtos industrializados para o Brasil. Entre outras medidas administrativas de D. João, destacava-se a elevação do Brasil, em 1815, á categoria de Reino Unido aos de Portugal e Algarves.
- A Revolução Pernambucana de 1817: o aumento dos impostos, a seca de 1816 e a crise da agricultura afetando o açúcar e o algodão foram as principais causa responsáveis pela eclosão da Revolução Pernambucana de 1817. Fazia parte do projeto dos revolucionários a proclamação da Republica e a elaboração de uma Constituição liberal. A Revolução foi reprimida pelo Governo de D. João VI e seus principais líderes foram condenados à morte.
- O processo da independência: em consequência da Revolução do Porto, D. João VI viu-se obrigado a deixar o Brasil e partir para Portugal, em 26 de abril de 1821. Governando o Brasil ficou D. Pedro, na qualidade de Príncipe Regente. Assumindo o controle da situação política em Portugal, as Cortes manifestaram a intenção de recolonizar o Brasil e promover o retorno do monopólio comercia. Reagindo a essas intenções, surgiu o Partido Brasileiro que se movimentou em torno de D.Pedro, fortalecendo sua autoridade interna e encaminhando o processo de independência. Esta é oficialmente proclamada em 7 de setembro de 1822.
O que é Emancipação?
emancipação
substantivo feminino
- 1.qualquer libertação; alforria, independência.
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